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Assistência Técnica em Fazendas de Produção Animal-Desenvolvimento Sustentável-Preservação do Meio Ambiente-Destinação Correta de Dejetos
Suínos
Ambiente limpo
terça-feira, 20 de setembro de 2011
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quinta-feira, 11 de agosto de 2011
Uso de leite reconstituído na fabricação de queijo mussarela
Atualmente, o queijo Mussarela é o queijo de maior produção nacional. Entretanto, devido ao problema de sazonalidade da produção leiteira, durante certo período do ano ocorre uma queda na oferta e uma elevação no preço desse queijo. Assim, o uso de leite reconstituído, misturado ao leite in natura, poderia ser uma alternativa para a estabilização da oferta do produto no mercado. Neste experimento foram elaborados queijos Mussarela com leite in natura e com leite in natura adicionado de 10% e 20% de leite reconstituído (obtido a partir de leite em pó "média temperatura"). As características físico-químicas e a propriedade de fatiamento, dos queijos fabricados com o uso de leite reconstituído, foram comparadas com as dos queijos fabricados apenas com leite in natura. Através da análise estatística dos dados obtidos concluiu-se que queijo Mussarela pode ser elaborado com a adição de 10% de leite reconstituído ao leite in natura, sem que ocorram diferenças marcantes nos parâmetros avaliados e que o uso de 20% de leite reconstituído prejudica a qualidade da Mussarela, uma vez que resulta em queijos de difícil fatiamento.
A Mussarela é o queijo de massa filada mais consumido no mundo [8], sendo caracterizado como um queijo macio, não-maturado, levemente salgado, de coloração branca ou levemente amarelada, com uma superfície brilhante, podendo ser encontrado em formatos variados, pesando desde poucas gramas até vários quilos [16].
Nos Estados Unidos, de onde provêm as maiores cadeias de pizzarias no estilo "fast food", o queijo Mussarela é dividido em 4 categorias, com base no seu teor de umidade e na sua porcentagem de gordura no extrato seco-GES [16,18], Resumo>>>>>>>>>>>
Mussarela regular e Mussarela parcialmente desnatada apresentam alta umidade (> 52%), sendo freqüentemente consumidas frescas, como queijos de mesa. Raramente são utilizadas como ingrediente para pizza devido ao seu mau fatiamento. Em contraste, Mussarela de baixa umidade e Mussarela de baixa umidade parcialmente desnatada têm um menor teor de umidade (47-48%), corpo mais firme e um bom fatiamento, sendo consideradas Mussarelas para pizza [16, 18].
A Mussarela brasileira possui uma composição físico-química muito irregular, devido à inexistência de padrões legais e grandes variações nos métodos de elaboração. Pode-se dizer que ela apresenta, em média, cerca de 43% a 46% de umidade e entre 40% a 45% de gordura no extrato seco-GES [9], assemelhando-se, portanto, à Mussarela para pizza americana.
No Brasil, a produção e o consumo de queijo Mussarela têm apresentado índices elevados de crescimento nos últimos anos. Porém, alguns problemas têm limitado esse crescimento, sendo a sazonalidade da produção leiteira o principal deles, uma vez que, durante os meses de abril a setembro (entressafra), tem-se um menor volume de leite disponível para a produção de queijos e, conseqüentemente, uma diminuição na oferta do produto no mercado [30].
A adição de leite reconstituído (leite em pó + água) ou recombinado (leite em pó desnatado + água + matéria gorda anidra), ao leite in natura , para a fabricação de queijos, é uma medida que vem sendo adotada com sucesso em países onde a produção de leite é baixa, ou então, em países, como é o caso do Brasil, onde a variação da produção de leite na entressafra é importante [36].
A literatura especializada tem diversos relatos a respeito da possibilidade de fabricação dos mais variados tipos de queijos a partir da mistura de leite in natura com leite reconstituído ou recombinado. Há estudos com queijos brancos sem maturação (Queso blanco, Cottage), queijos moles com superfície coberta por fungos (Camembert), queijos semicozidos prensados (Prato, Edam, Gouda, Cheddar), queijos duros, queijos com crescimento interno de fungos, entre outros [31]. Entretanto, a fabricação de queijos de boa qualidade só é possível através de uma adaptação do processo clássico de fabricação do queijo às características particulares da mistura [5]. Uma vez que o uso de leite recombinado ou reconstituído provoca alterações em algumas das propriedades de fabricação dos queijos, ou seja, como resultado do processo de secagem, a que é submetido parte do leite utilizado, tem-se uma taxa de coagulação mais lenta do leite, redução na firmeza da coalhada, ligeira diminuição na taxa de sinérese da coalhada e os queijos recém-fabricados tendem a apresentar um ligeiro sabor de leite em pó ou de gordura anidra [10, 17].
Durante o processo de secagem do leite, parte das suas proteínas solúveis (proteínas do soro) são desnaturadas, por ação do calor [35], e o grau de desnaturação das soroproteínas depende da duração e da intensidade do tratamento térmico sofrido pelo leite [20]. Como conseqüência dessa desnaturação, as soroproteínas (alfa-lactoalbumina e beta-lactoglobulina) tendem a formar associações e agregados entre si, bem como complexos com as micelas de caseína, especialmente com a Kappa-caseína [38].
A ligação das soroproteínas desnaturadas pelo calor com a Kappa-caseína provoca uma modificação na superfície das micelas, o que resulta em uma maior resistência à ação das proteases (em particular a quimosina) e uma diminuição na propriedade de agregação das micelas, que foram hidrolisadas pela quimosina [4]. Essas alterações reduzem a coagulabilidade do leite e a taxa de sinérese da coalhada, que passa a reter mais umidade que a coalhada obtida de leite fresco [10,17].
A fim de se evitar que as alterações provocadas pelo uso do leite reconstituído ou recombinado sejam acentuadas, comprometendo a viabilidade do seu uso, o leite em pó mais indicado para a manufatura de queijos é aquele que após ser submetido a um processo de secagem, contém a menor porcentagem possível de soroproteínas desnaturadas [5].
A classificação do leite em pó, de acordo com o tipo de tratamento térmico recebido, não é uma exigência fundamental, mas é de grande importância prática na indicação da adequação de um leite em pó para uso na manufatura de queijos e de outros produtos lácteos [6, 20]. Essa classificação, quando realizada, é comumente feita com base na medição da quantidade de proteínas do soro, não-denaturadas, que sobram no pó, após o tratamento térmico. Esse nível de soroproteínas não- denaturadas, presentes no pó, é indicado através do chamado índice de nitrogênio de soroproteínas, o qual é medido em miligrama de nitrogênio protéico solúvel não-desnaturado por grama de leite em pó desnatado [36]. Esse método tem sido divulgado pelo American Dry Milk Institute-ADMI [1] e permite a classificação do leite em pó em 3 categorias: Pó "alta temperatura" (índice menor ou igual a 1,5mg/g), Pó "média temperatura" (índice maior que 1,5 e menor que 6,0mg/g) ou Pó "baixa temperatura" (índice maior ou igual a 6,0mg/g), sendo este último o mais adequado para uso na fabricação de queijos [5].
O objetivo desse experimento foi determinar a porcentagem ideal de leite reconstituído que possa ser adicionada, ao leite in natura, na fabricação do queijo Mussarela para pizza, sem que ocorram alterações na sua composição físico-química e na propriedade de fatiamento.
CONCLUSÕES
• A adição de 10 e 20% de leite reconstituído, ao leite in natura, não afetou as características físico-químicas de pH, teor de gordura no extrato seco e teor de proteínas das mussarelas obtidas. Porém, houve um aumento significativo no teor de umidade dos queijos, com o uso de leite reconstituído.
• Foi possível fabricar queijo Mussarela, a partir de leite in natura adicionado de 10% de leite reconstituído, e obter-se um produto com composição e fatiamento semelhantes ao fabricado apenas com leite in natura.
• A adição de 20% de leite reconstituído, ao leite in natura, na elaboração de Mussarelas, resultou em queijos de difícil fatiamento, prejudicando seu uso no preparo de pizzas comerciais.
Leila Maria SPADOTI2 e Antonio Joaquim OLIVEIRA3,*
http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0101-20611999000100025
GOVERNO DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO
SECRETARIA DE ESTADO DA AGRICULTURA, ABASTECIMENTO, AQÜICULTURA E PESCA
INSTITUTO DE DEFESA AGROPECUÁRIA E FLORESTAL DO ESPÍRITO SANTO
Rua Raimundo Nonato – 135 – Forte São João – Vitória – ES
Telefone: 3132-1510 - CGC – 02.254.666/0001-00 - Inscrição Estadual: Isento
I
nstrução Normativa Nº 002, de 19 de fevereiro de 2009.
O diretor presidente do Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Espírito Santo –
IDAF, usando as atribuições que lhe confere o artigo 48 do Regulamento do IDAF,
aprovado pelo Decreto nº 910 – R, de 31/10/2001 e;
Considerando a necessidade de se estabelecer diretrizes para o processo de
licenciamento ambiental da atividade de suinocultura;
Considerando que a atividade de suinocultura, se mal manejada, pode gerar sérios riscos
ao meio ambiente e à saúde e bem estar da população;
Considerando a necessidade de se definir critérios mínimos para o adequado
desenvolvimento desta atividade, buscando-se a sustentabilidade ambiental;
Considerando a necessidade de harmonizar a atividade de suinocultura no Estado do
Espírito Santo com as leis ambientais aplicáveis.
RESOLVE:
TÍTULO I
DO REGULAMENTO
Artigo 1º - O presente Regulamento dispõe sobre as diretrizes técnicas para o
licenciamento ambiental da atividade de suinocultura.
TÍTULO II
DOS CRITÉRIOS TÉCNICOS
Artigo 2º - Para fins de licenciamento ambiental da atividade de suinocultura, deverá ser
observado, além das demais normas aplicáveis, o disposto nesta Instrução Normativa.
Artigo 3º - Os empreendimentos de suinocultura, quanto à localização, deverão atender
os seguintes critérios:
I
– As áreas ocupadas pelo empreendimento devem estar em conformidade com as
diretrizes de zoneamento do município.
I
I – Localizar-se em relação às margens de estradas no mínimo, a uma distância de 12
(doze) metros de estradas municipais, 15 (quinze) metros de rodovias estaduais e 55
(cinqüenta e cinco) metros de rodovias federais, contando-se a partir da faixa de domínio.
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I
II – Estar localizado no mínimo, a uma distância de 50 (cinqüenta) metros em relação a
residências.
§ 1º - O IDAF poderá, com base em parecer técnico fundamentado, autorizar a
implantação de empreendimentos de suinocultura dentro das restrições de localização
dispostas neste artigo, caso exista um sistema eficiente de controle de odores, insetos e
vetores.
§ 2º - Para aqueles empreendimentos que estejam localizados além dos limites de
restrições dispostos neste artigo, e visando à saúde e ao bem estar da população, o IDAF
poderá exigir, com base em parecer técnico fundamentado, a implantação de
equipamentos e tecnologias para redução dos impactos gerados, estabelecer critérios
ainda mais restritivos, ou ainda, a completa interrupção da atividade na localização atual.
Artigo 4º - Os dejetos de suínos deverão ser tratados e destinados adequadamente
através da implementação dos mecanismos indicados abaixo com suas respectivas
diretrizes, utilizados isoladamente ou de forma integrada:
I
– Utilização de esterqueiras observando os seguintes requisitos:
a. Dimensionada considerando o volume de efluentes gerados na granja, período
mínimo de estocagem de 120 dias, balanço entre precipitação média e
evaporação potencial, coeficiente de segurança (apresentar memorial descritivo
de cálculo);
b. Impermeabilizadas;
c. Profundidade mínima de 2,5 metros;
d. Não poderá ser construída em solos que tenham lençol freático superficial;
e. Isolamento do local;
f. Limpeza periódica do entorno da esterqueira com destinação adequada do
material (agricultura, compostagem, dentre outros);
g. Não será autorizada a disposição dos dejetos em esterqueira em solos
caracteristicamente arenosos ou de alta permeabilidade;
h. Após o período de estocagem de 120 dias, os dejetos poderão ser destinados à
agricultura, onde um profissional técnico habilitado deverá atestar previamente
a aptidão da área com base em laudo e análises físico-químicas de solos do
local, providenciado anualmente. As áreas onde os dejetos serão aplicados,
devem ter suas localizações identificadas através de coordenadas UTM.
II – Realização da compostagem em se tratando dos resíduos sólidos provenientes dos
sistemas de criação em cama sobreposta e do esterco dos animais proveniente da
limpeza dos galpões, observando os seguintes requisitos:
a. Seguir as regras para um adequado processo como: umidade adequada;
relação C/N ideal, aeração e pH;
b. Ser realizada em local coberto;
c. Armazenamento do composto em local coberto ou protegido com material
impermeável;
d. Dimensionamento adequado tendo em vista o número de animais.
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III – Disposição em lagoas de estabilização observando os seguintes requisitos:
a. Dimensionadas considerando o volume de efluentes gerados na granja, balanço
entre precipitação média e evaporação potencial, coeficiente de segurança
(apresentar memorial descritivo de cálculo);
b. Impermeabilizadas;
c. Não poderão ser construídas em solos que tenham lençol freático superficial;
d. Limpeza periódica do interior e entorno das lagoas com destinação adequada
do material (agricultura, compostagem, dentre outros);
e. Os dejetos proveniente da limpeza das lagoas, poderão ser destinados à
agricultura, onde um profissional técnico habilitado deverá atestar previamente
a aptidão da área com base em laudo e análises físico-químicas de solos do
local, providenciado anualmente. As áreas onde os dejetos serão aplicados,
devem ter suas localizações identificadas através de coordenadas UTM;
f. Não será autorizada a disposição em lagoas de estabilização em solos
caracteristicamente arenosos ou de alta permeabilidade;
g. Profundidade adequada tendo em vista se o processo será aeróbio, anaeróbio
ou facultativo.
I
V – Qualquer outro sistema físico-químico-biológico de tratamento e destinação final
utilizados de forma isolada ou integrada que tenha comprovação de sua eficácia e
eficiência.
Parágrafo Único – Quando os dejetos tratados pelos mecanismos mencionados nos
Incisos I, II e III forem destinados a agricultura, o IDAF poderá, quando julgar
tecnicamente relevante, exigir análise física, química, orgânica e microbiológica do
material, dos solos e das águas subterrâneas, visando assegurar a qualidade do produto
agrícola, a segurança alimentar da sociedade e a conservação dos recursos naturais.
Artigo 5º - Os animais mortos devem ser destinados á prática da compostagem, ou
submetidos a qualquer outro mecanismo de destinação e tratamento que tenha eficiência
e eficácia comprovadas.
§ 1º – Quando da realização de compostagem, os requisitos estabelecidos pelo inciso II
do Artigo 4º deverão ser observados.
§ 2º - Quando o composto orgânico proveniente da compostagem de que trata o caput
deste artigo for destinado a agricultura, o IDAF poderá, quando julgar tecnicamente
relevante, exigir análise física, química, orgânica e microbiológica do material, dos solos e
das águas subterrâneas, visando assegurar a qualidade do produto agrícola, a segurança
alimentar da sociedade e a conservação dos recursos naturais.
Artigo 6º - A outorga de direito de uso de recursos hídricos para captação de água e, se
for o caso, para lançamento de efluentes, deverá ser obtida junto ao órgão competente.
Parágrafo único – Empreendimentos considerados como de Uso Insignificante, nos
termos da legislação vigente, deverão realizar o cadastro junto ao órgão competente,
apresentando cópia da Certidão de Dispensa de Outorga.
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Artigo 7º - As áreas utilizadas pelo empreendimento e seu entorno deverão estar com
uma condição de solo adequada, sem a presença de processo erosivo.
Parágrafo único – Havendo a ocorrência de processo erosivo, deverão ser implementadas
práticas de contenção de erosão como: revegetação das áreas, construção de terraços,
implantação de cordões de vegetação, instalação de canaletas de crista, deposição de
cobertura morta, cultivo mínimo, dentre outras técnicas já difundidas.
Artigo 8º - Observar-se-á o tratamento/destinação final dos efluentes domésticos
provenientes de estruturas como banheiros, refeitórios dentre outras existentes e
utilizadas no empreendimento, atentando-se para as seguintes situações:
I – Nos casos em que os efluentes estejam ligados na rede coletora municipal, apresentar
anuência emitida pela concessionária de tratamento de esgoto local informando sobre a
situação a qual a empresa se encontra no que tange ao tratamento de esgoto.
I
I – Nos casos em que forem instalados ou existirem fossas, filtros e sumidouros no local
para tratamento do efluente, os mesmos deverão estar de acordo com as normas NBR
7229 e NBR 13969 ou outras que venham a substituí-las.
I
II – Poderá ser utilizado para tratamento dos efluentes, qualquer outro sistema físicoquímico-
biológico que tenha comprovação de sua eficácia e eficiência.
Parágrafo único - Para qualquer tipo de tratamento, e quando houver lançamento de
efluentes em mananciais, deverá ser obtida outorga de uso de água para fins de diluição
de efluentes, devendo-se atender aos padrões de lançamento de efluentes estabelecidos
na Resolução CONAMA 357/2005 e na Portaria de Outorga.
Artigo 9º - Caso haja o armazenamento de combustíveis utilizados em caminhões,
tratores, dentre outros veículos, e tendo em vista a necessidade de se evitar a
contaminação de solos e recursos hídricos, fica definido que:
I
– O armazenamento em tambores/galões deverá se proceder em local coberto com piso
impermeabilizado e sistemas de canaletas interligadas a recipientes de armazenagem
para a contenção em casos de vazamento.
I
I – O armazenamento em tanques estacionários com capacidade superior a 250 litros
deverá respeitar as Normas ABNT respectivas.
Artigo 10 - Deverá ser observado a tipologia florestal e os aspectos ambientais do local
onde se pretende instalar o empreendimento, observando-se as regras contidas na Lei nº
4.771, de 15 de setembro de 1965 que institui o Código Florestal, Lei nº 11.428, de 22 de
dezembro de 2006 que dispõe sobre a utilização e proteção da vegetação do Bioma Mata
Atlântica, Lei nº 5.361, de 30 de dezembro de 1996 que dispõe sobre a Política Florestal
do Estado do Espírito Santo, Decreto nº 4.124 – N, de 12 de junho de 1997 que
regulamenta a Política Florestal do Estado do Espírito Santo, Lei nº 9.985, de 18 de julho
de 2000 que institui o Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza e o
Decreto nº 750, de 10 de fevereiro de 1993 que dispõe sobre o corte, a exploração e a
supressão de vegetação primária ou nos estágios avançado e médio de regeneração da
Mata Atlântica.
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TÍTULO III
DISPOSIÇÕES GERAIS
Artigo 11 - Fica instituído o modelo de parecer técnico, conforme anexo I desta Instrução
Normativa, que deverá ser adotado quando da análise dos requerimentos de
licenciamento ambiental da atividade de suinocultura.
Artigo 12 - A inobservância do disposto nesta Instrução Normativa sujeitará o infrator à
aplicação das sanções administrativas, civis e penais previstas em lei, inclusive multa e
embargo da obra ou interdição da atividade, além da obrigação da reparação do dano
ambiental causado.
Artigo 13 - O IDAF poderá fazer novas exigências que entender pertinentes para fins de
regular o licenciamento ambiental e para o adequado desenvolvimento da atividade de
suinocultura no Estado do Espírito Santo.
Artigo 14 - Esta Instrução Normativa entrará em vigor na data de sua publicação,
revogando-se as disposições em contrário.
Vitória-ES, 19 de fevereiro de 2009.
diretor presidente
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ANEXO I
ROTEIRO PARA ELABORAÇÃO DE PARECER TÉCNICO
1. DADOS GERAIS
1.1 Nº do Processo:
1.2 Nome do requerente:
1.3 Assunto:
1.4 Local:
1.5 Coordenadas UTM:
1.6 Técnicos:
2. INTRODUÇÃO
Dispor sobre o objetivo geral do processo, caracterizando o requerimento, e demais
informações relevantes.
3. CONSTATAÇÕES, EMBASAMENTOS LEGAIS
Informar se o empreendimento já se encontra em fase de implantação ou operação;
informar sobre a área da propriedade e demais atividades desenvolvidas; dispor sobre as
instalações existentes no empreendimento (nº de galpões/baias, banheiros, refeitórios,
pátios dentre outros); para atividades já instaladas informar sobre a existência de insetos
e odores no local da atividade de suinocultura; dispor sobre o atendimento de
condicionantes; dispor sobre os sistemas de tratamento dos dejetos de suínos e se os
mesmos estão projetados e dimensionados adequadamente; dispor detalhadamente
sobre o atendimento de todos os critérios técnicos desta Instrução Normativa tendo em
vista a vistoria no local e o conteúdo dos estudos apresentados; demais informações
relevantes.
4. OUTRAS INFORMAÇÕES
Descrever outras informações que sejam relevantes para um maior detalhamento e
esclarecimento do processo.
5. CONCLUSÃO
Concluir pelo deferimento ou indeferimento do requerimento de licenciamento ambiental,
tendo como base os critérios técnicos desta Instrução Normativa e as demais regras
legais.
6. RELATÓRIO FOTOGRÁFICO
Confeccionar relatório fotográfico detalhado, sendo que as fotos deverão ser tiradas
preferencialmente com a presença de objetos de referência.
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terça-feira, 24 de maio de 2011
Alimentos Alternativos na alimentação de bovinos de corte
Frente à nova ordem mundial e às grandes transformações econômicas sofridas pelo país, em que as margens de retorno econômico das atividades pecuárias se encontram cada vez mais restritas, a busca por maior eficiência produtiva se torna uma questão de sobrevivência. Os produtores de carne devem buscar formas de reduzir custos e/ou aumentar receitas, no intuito de obter resultados econômicos satis
fatórios na atividade.
Na pecuária de corte, particularmente, e especificamente no uso do confinamento como estratégia alimentar e gerencial para a fase de engorda dos animais, a alimentação é um dos fatores que mais onera a atividade e pode, normalmente, ultrapassar 70% do custo operacional total da atividade. Portanto, atenção especial deve ser dada ao manejo alimentar dos animais.
A alimentação dos animais é constituída de uma fração volumosa, oferecida à vontade e outra concentrada, com oferta limitada, dependendo dos objetivos a serem alcançados em termos de desempenho animal, respeitando-se obviamente, a relação custo/benefício no momento de se determinar qual a participação do concentrado na ração total.
O volumoso, na grande maioria das situações, é o ingrediente mais barato da ração total, devendo o seu uso ser sempre maximizado. A produção de volumosos deve ser buscada sempre se preocupando com altos índices de produtividade, associados a qualidade nutricional superior e, evidentemente, a custos reduzidos. Com a obtenção eficiente de volumosos, e seu uso maximizado, o produtor se torna menos dependente da utilização de concentrados, reconhecidamente mais caros.
Já na fração concentrada da dieta, os grãos participam em níveis acima de 50% e são os ingredientes quem mais oneram a mistura concentrada, principalmente no Brasil, onde a relação preço do grão / preço da carne bovina é, na maioria das vezes, desvantajosa. Desta forma, alternativas devem ser buscadas à substituição dos ingredientes clássicos que entram na formulação dos concentrados, notadamente milho e soja, por ingredientes de menor custo, mas que não limitem o desempenho animal ou que limitem a um certo ponto, de forma que o balanço final entre o custo da alimentação e a receita gerada pelo ganho de peso do s animais seja positivo.
Neste sentido, cabe ao produtor ficar atento para a disponibilidade de recursos alimentares alternativos, no sentido de adquiri-los no momento oportuno, afim de utilizá-los com o intuito de redução do custo da ração total. Entretanto, não é somente o preço que determinará o uso de determinado alimento alternativo, mas também questões quanto à qualidade nutricional, presença de princípios tóxicos ou antinutricionais, etc.
Antes de mais nada, é necessário que se faça a análise química-bromatológica do alimento alternativo a ser utilizado, ou que pelo menos, se utilize de dados presentes em tabelas de composição de alimentos, permitindo o balanceamento da dieta , com um eficiente equilíbrio dos nutrientes. Posteriormente, é preciso que se conheça os efeitos sobre o desempenho animal, ocasionados pela substituição dos alimentos tradicionais por aqueles considerados alternativos, de forma a permitir sua adequada utilização.
Em relação aos concentrados energéticos, ou seja, aqueles alimentos fornecidos como fonte de energia para os animais, destaca-se o milho, amplamente utilizado em todo o Brasil. Como fontes alternativas de substituição ao milho podem ser empregados alimentos alternativos, cuja disponibilidade depende de região para região. Dentre esses alimentos podemos citar o sorgo, a polpa cítrica, o farelo de trigo, a aveia, o farelo de arroz, subprodutos da mandioca, casca de café, casca de soja, o caroço de algodão e o grão de soja.
De acordo com uma completa revisão da literatura nacional, acerca de resultados de trabalhos científicos que envolveram a substituição do milho por alimentos alternativos na dieta de bovinos de corte, as principais conclusões encontradas foram que alimentos como o grão de sorgo moído, a polpa cítrica, a casca de soja, o grão de aveia, o farelo de trigo e a raspa de mandioca integral podem substituir integralmente o milho em rações para bovinos de corte, sem que isso implique em prejuízo no desempenho dos animais.
Outros alimentos, tais como a casca de café, o farelo de arroz, o caroço de algodão e o grão de soja devem ser utilizados de forma restrita, uma vez que apresentam características nutricionais que impedem o seu uso de forma mais ampla. O caroço de algodão, o farelo de arroz e o grão de soja são alimentos ricos em extrato etéreo (gordura) e devem ser utilizados de forma que o limite de 5% de extrato etéreo na dieta total, base da matéria seca, não seja excedido, o que prejudicaria as funções digestivas normais dos animais.
Quanto aos alimentos protéicos têm-se disponível o farelo de soja, como também possíveis substitutos como o farelo de algodão e o próprio grão de soja integral. Em situações em que a análise econômica demonstre viabilidade, o farelo de algodão pode substituir grande parte do farelo de soja nas dietas, sem afetar o desempenho dos animais.
É interessante lembrar também que fontes de nitrogênio não protéico, notadamente a uréia, também podem substituir parte do nitrogênio total da dieta (em torno de 33%), o que contribui para reduzir o custo das rações, visto que a fração protéica da dieta é a mais cara.
Trabalhos recentes têm demonstrado que a inclusão de uréia na dieta de bovinos confinados pode ser adotada além das recomendações usuais, sem qualquer tipo de prejuízo aos animais. Em algumas situações pode substituir totalmente os farelos protéicos, mantendo o mesmo ganho de peso!
Enfim, os bovinos são animais capazes de utilizar quase todo tipo de alimento, ficando a cargo do produtor, devidamente assessorado por um técnico nutricionista, determinar quais alimentos disponíveis poderão ser utilizados, qual o melhor momento para sua utilização e quais os níveis que cada alimento pode ser adotado no balanceamento da ração total. O emprego de alimentos alternativos sempre foi e sempre será uma forma eficiente de o produtor assegurar desempenho satisfatório dos seus animais a um custo mínimo.
Postado por ASSAD CHEQUER às 18:41 0 comentários
segunda-feira, 6 de julho de 2009
TERMOGRAFIA em avicultura de postura conforto ambiental e aumento da produção
O setor de postura brasileiro vem se dinamizando ao longo dos últimos 15 anos. Como resultado dessa dinamização, diversas regiões vêm cada vez mais se especializando nessa atividade. Dessa forma, pesquisas têm sido realizadas, tentando corrigirem os equívocos ou problemas negligenciados na implantação de aviários de aves de postura, tais como, a introdução da criação dessas aves em regiões com características climáticas diferentes e seleção de materiais de construção impróprios e não condizentes com padrões de conforto térmico das aves. Para manter a temperatura interna do aviário dentro da zona de conforto térmico das aves, várias alternativas têm sido sugeridas, porém, essas alternativas em muitos casos, principalmente em regiões quentes, são insuficientes para manter a temperatura ambiente de acordo com as exigências das aves, sendo necessário promover o resfriamento do ar.
As variáveis ambientais tanto podem ter efeitos positivos como negativos sobre a produção das aves de postura. Para que as aves possam expressar o seu potencial para a produção, o avicultor deve garantir que os aviários estejam com as condições térmicas ambientais dentro da faixa de conforto, que, para aves de postura, encontra-se entre 21 a 23oC de temperatura e 60 a 80% para a umidade relativa do ar. O condicionamento térmico do aviário de postura com ventiladores é influenciado pelas condições ambientais externas e pela orientação da instalação resultando em estratificação da temperatura, umidade relativa, velocidade do ar e iluminância. É comum o produtor comprar um ventilador com a intenção de resolver os problemas com temperatura elevada no interior dos aviários. No entanto, o máximo que o ventilador é capaz de realizar é igualar a temperatura interna com a temperatura externa do aviário. Se esse gradiente for grande os ventiladores serão eficientes. Porém, ele não conseguirá abaixar a temperatura interna do aviário mais que o valor de temperatura externa somente com o uso de ventiladores. O avicultor terá que dispor de outro sistema de climatização mais eficiente.
Pad Cooling
O sistema de pad cooling consiste de um sistema totalmente automatizado com ventilação negativa em túnel de vento. Os painéis evaporativos utilizados nesse processo são geralmente de material especial de celulose, mantidos constantemente umedecidos, através do qual o ar passa e resfria-se antes de entrar no interior do aviário. O suprimento de água nos painéis evaporativos pode ser realizado por tubulação de água instalada na parte superior (sistema tradicional) ou por aspersão de água na frente do painel evaporativo (sistema aspersão-pad).
No sistema tradicional, uma tubulação de PVC com pequenos orifícios é instalada na parte superior do painel evaporativo a qual, a água bombeada é distribuída uniformemente no topo do painel evaporativo. A água infiltra através do painel evaporativo formando um filme que cobre a superfície interna. Possuem geometria especial para que o ar passe através de pequenas aberturas, criando condição ideal de máxima evaporação. A água não evaporada é coletada por calha e direcionada à caixa d?água, onde é bombeada para a parte superior do painel evaporativo para reutilização.
O sistema aspersão-pad, consiste do painel evaporativo tradicional de celulose instalado na entrada de ar do aviário. Duas a quatro linhas de bicos aspersores localizados em frente ao painel evaporativo aspergem água sobre esse. Para evitar que a quantidade de água não evaporada, molhe o solo próximo ao sistema, nas imediações são depositadas britas ou feito o plantio de grama.
Para se evitar a formação de algas, que requerem luz, umidade e nutrientes para se desenvolverem, é preciso sombrear os pads e utilizar algicidas nos reservatórios quando o sistema estiver ligado. Além da formação de algas os pad de celulose têm durabilidade baixa, susceptíveis ao ataque de roedores, o que pode inviabilizar o seu uso. Por ser um material importado, seu custo acompanha as variações do câmbio, chegando a representar 11% do custo do aviário.
Nebulização
O sistema de nebulização é constituído de bicos nebulizadores que fragmentam a água, em minúsculas gotas, distribuindo-a no interior do aviário na forma de jato d?água. Esse sistema pode ser operado em alta e baixa pressão. Quanto maior a pressão de trabalho do sistema maior será a quebra da gota d?água. Quando a quebra do diâmetro da gota d?água é grande forma-se uma névoa, sendo assim, considerado como nebulização. O sistema de nebulização pode ser classificado de acordo com a pressão de trabalho em baixa e alta pressão. Consideram-se sistemas, de baixa pressão 100-200 psi (7-14 bar) produzindo gotas de 30 microns e de alta pressão 400-600 psi (28-41 bar) produzindo gotas de 10-15 microns. No entanto, existe no mercado sistemas de alta tecnologia produzindo pressões acima das classificadas como alta e baixa, que utilizam tubulação de aço inox, e pressão de trabalho 1.030 psi (71 bar) com bicos metálicos de orifício 200 micron, produzindo gotículas de água com diâmetro médio de 5 microns. Tudo isso gera grande capacidade evaporativa ao mesmo tempo em que evita o condenável problema de molhar aves, ovos, alimentos ou equipamentos. Quanto maior a pressão, maior o custo de instalação e maior a eficiência evaporativa do sistema. Para um mesmo bico nebulizador a vazão aumenta com a pressão. Pressão alta conduz a pulverização muito fina do jato, conduzindo a uma grande sensibilidade ao vento.
Uma pressão de funcionamento superior aquela para a qual o bico foi concebido conduz a um mau funcionamento e a um desgaste do mesmo. Por outro lado, uma pressão muito baixa reduz o ângulo de pulverização e não permite boa eficiência do sistema. Há aumento da umidade na instalação, umedecimento da ração e das aves. O ângulo de pulverização é uma boa medida de campo que permite observar o desempenho do sistema e deve estar próximo de 45o.
O tamanho do diâmetro da gota também é um fato importante de ser observado uma vez que, um maior número de gotas com diâmetro pequeno permite maior eficiência que um menor número de gotas com diâmetro grande. Isso porque, em um mesmo volume de água, gotas pequenas possuem maior área de contato e melhor troca térmica com o ar a ser resfriado que gotas com diâmetro grande. O tamanho da gota aumenta com o aumento da vazão do bico nebulizador e ângulos de pulverização maiores, produzem gotas mais finas ou menores. O jato pulverizado deve ser homogêneo e uniforme evitando a formação de estrias e gotas grandes que podem chegar facilmente ao piso.
Para diminuir esse efeito, é conveniente estabelecer que a variação de pressão entre bicos nebulizadores posicionados em condições mais e menos favoráveis não exceda a 20% da pressão média. Assim, a variação de vazão entre os bicos nebulizadores não supera a 10%. É bom lembrar ainda que a linha de suprimento deverá conduzir água em quantidade e pressão requeridas para o funcionamento das linhas principal e de nebulização.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
A utilização de análise de imagens facilita o acompanhamento das condições térmicas ambientais. A termografia auxilia no diagnóstico de problemas encontrados nas instalações tornando as tomadas de decisões mais rápidas, com maior precisão. Quando do planejamento da granja devem ser seguidas as boas práticas de produção procurando aproveitar as condições naturais da região como a ventilação, para proporcionar um condicionamento ambiental satisfatório. Após essas medidas estando às condições térmicas ambientais insatisfatórias para o conforto e o bem-estar das aves, o produtor deve utilizar meios artificiais de arrefecimento do ar com o uso de ventiladores e/ou nebulizadores e acompanhar o desempenho desses sistemas verificando se há necessidade de ajustes.
Referências Bibliográficas
ABREU, P. G.; ABREU, V. M. N.; TURCO, S. H. Automatização do resfriamento adiabático evaporativo (SRAE). In: Conferência Apinco 1995 de Ciência e Tecnologia Avícolas, 1995, Campinas, SP. Trabalhos de Pesquis Campinas: APINCO, 1995. p.191.
ABREU, P.G. de; ABREU, V.M.N.; MAZZUCO, H. Uso do resfriamento evaporativo (adiabático) na criação de frangos de corte. Concórdia: EMBRAPA-CNPSA, 1999. 50p. (EMBRAPA-CNPSA. Documentos, 59).
ABREU, P. G.; ABREU, V. M. N. Ventilação na avicultura de corte. Concórdia: Embrapa Suínos e Aves, 2000. 50p. (Embrapa Suínos e Aves. Documentos, 63).
ABREU, P. G. Mitigação das condições térmicas ambientais visando o conforto e o bem-estar de aves de postura. Anais Avesui, 2008. Florianópolis.
ABREU, P.G. et all. Avaliação do condicionamento térmico em aviário de postura. Anais Simpósio Nordestino de Produção Animal, 2008. Aracaju.
ABREU, P.G. Resfriamento evaporativo em galpões de poedeiras. V Curso de atualização em avicultura para postura comercial. 2008. UNESP/FCAV Jaboticabal.
ABREU, P. G.& ABREU, V. M. N. Eficiência dos sistema de resfriamento evaporativo por meio de pad cooling em aviários climatizados. 2006. XXXV Congresso Brasileiro de Engenharia Agrícola. João Pessoa ? PB.
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quarta-feira, 24 de junho de 2009
Aumentar o rendimento do rebanho de leite PRODUTOR
Programa Geraleite ajuda a aumentar o rendimento dos rebanhos
O Programa Geraleite está ajudando os produtores de leite da Bahia a aumentar o rendimento do rebanho. O projeto é promovido pela Federação da Agricultura, pelo Serviço de Aprendizagem Rural, pelo Sebrae e pela Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia.
A Bahia tem hoje o terceiro maior rebanho de vacas leiteiras do país, ficando atrás de Minas Gerais e Goiás. Apesar disso, o estado ainda tira pouco leite, com apenas 3% do total produzido no país. Para começar a mudar essa situação foi montado esse programa de auxílio.
O programa, que começou com o apoio das agroindústrias. As entidades de apoio e as indústrias arcam com a maior parte dos custos do programa, como a visita dos técnicos nas propriedades. Os pecuaristas assumem apenas 15% do total das despesas.
Há cinco anos, o criador Erivaldo Santos trocou o cacau pelo gado leiteiro. Mas com suas 22 vacas não tirava mais de 35 litros por dia. Há dois anos, o pecuarista aderiu ao Geraleite e passou a receber as instruções do programa. Ele trocou algumas vacas, aumentou o rebanho para 34 animais e implementou diversas melhorias na fazenda, como a criação de uma reserva de cana-de-açúcar para alimentar o gado em épocas de menos chuva. Com isso, já produz uma média de 180 litros de leite por dia.
“Nós o gado em confinamento. Pela manhã, os animais ficam no curral e, a partir da tarde, vai para o pasto. Quando você vê o acompanhamento do leite na semana que coloca o gado para comer na reserva, dá pra ver uma diferença muito grande. O leite aumenta muito”, comparou Santos.
Os técnicos do programa fazem um estudo detalhado da propriedade para identificar os problemas que emperram a produtividade. Depois disso, eles voltam todos os meses para acompanhar a aplicação das novas medidas e corrigir possíveis falhas.
O criador Pedro Barreto Teixeira também está satisfeito com o resultado. Quando ingresso no Programa Geraleite a fazenda dele tinha cem vacas e tirava uma média de 200 litros de leite. Depois das visitas do técnico, o rebanho foi reduzido para 78 animais, mas a produção chega a 350 litros.
“Não posso me queixar, mas metas temos que ter. Quero ver se em breve, com a ajuda da Geraleite, consigo uma média de 600 a 700 litros”, disse Teixeira.
Trinta produtores da região de Ipiaú fazem parte do programa. Para o Sindicato Rural do município, a pecuária leiteira possui um grande potencial econômico, ajudando a diversificar as atividades e aumentar a renda no campo.
“No final do ano de 2010 nós batemos recorde de produção. Nunca tínhamos atingido esse nível. Creditamos isso ao programa Geraleite”, avaliou o presidente do Sindicato Rural de Ipiaú Sérgio Augusto Teixeira.
O programa também orienta os pecuaristas a produzir de maneira sustentável, respeitando o meio ambiente.
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segunda-feira, 22 de junho de 2009
Degradação de Pastagem e alternativas de Recuperação do Pasto
DEGRADAÇÃO DE PASTAGENS
A degradação das pastagens é um dos maiores problemas da pecuária do Brasil na atualidade. Estima-se que 80% dos 50 a 60 milhões de hectares de pastagens cultivadas do Brasil Central, que respondem por 55% da produção de carne nacional, encontram-se em algum estádio de degradação. Este problema afeta diretamente a sustentabilidade da pecuária. Considerando apenas a fase de recria e engorda de bovinos, a produção animal em uma pastagem degradada pode ser seis vezes inferior ao de uma pastagem recuperada ou em bom estado de manutenção.
O que é?
Degradação de pastagens é um processo evolutivo de perda de vigor e produtividade forrageira, sem possibilidade de recuperação natural, que afeta a produção e o desempenho animal e culmina com a degradação do solo e dos recursos naturais em função de manejos inadequados. Causada por diversos fatores, dentre eles, má escolha da espécie forrageira, má formação inicial, falta de adubação de manutenção e manejo da pastagem inadequado, a degradação precisa ser revertida para garantir a produtividade e a viabilidade econômica da pecuária.
O que fazer com as pastagens degradadas?
A degradação pode ser evitada com o uso de tecnologias que mantenham a produção no patamar desejado, observadas as potencialidades do clima, solo, planta, animal e sistema de manejo adotado. No entanto, quando as pastagens estão em processo de degradação, estas precisam ser recuperadas ou renovadas.
Recuperar uma pastagem consiste no restabelecimento da produção mantendo-se a mesma espécie ou cultivar.
Renovar uma pastagem consiste no restabelecimento da produção com a introdução de uma nova espécie ou cultivar.
Para a tomada de decisão de qual método seguir, é de fundamental importância proceder um diagnóstico, conhecer o histórico da área, e definir o sistema de produção a ser implantado após a recuperação ou renovação.
Do diagnóstico devem constar, dentre outras, informações sobre o clima, classes de solo, topografia, propriedades químicas e físicas do solo, espécie de forrageira, produtividade, ocorrência de pragas e doenças, manejo animal vigente, perfil dos custos de produção e sistema de produção adotado.
A recuperação ou renovação pode ser efetuada de forma direta ou indireta. Define-se como forma direta quando no processo utilizam-se apenas práticas mecânicas, químicas e agronômicas, sem cultivos com pastagens anuais ou culturas anuais de grãos. O uso intermediário de lavouras ou de pastagens anuais caracteriza a forma indireta de recuperação ou renovação de pastagens
Recuperação direta
Esta prática, na maioria de suas modalidades, apresenta menor risco para o produtor, é aconselhada quando a pastagem degradada está localizada em regiões de clima e solo desfavoráveis para a produção de grãos; com falta ou pouca infra-estrutura de máquinas, implementos, estradas e armazenagem, condições de comercialização, e aporte de insumos; menor disponibilidade de recursos financeiros; dificuldades de se estabelecer parcerias ou arrendamentos e necessidade de utilização da pastagem a curto prazo.
Dependendo do estádio de degradação da pastagem pode-se escolher dentre os vários métodos de recuperação direta. Quanto mais avançado o processo de degradação, mais drástica será a intervenção, com maior número de operações e os custos mais elevados.
Em geral, a recuperação direta pode ser categorizada pela forma como se atua na vegetação da pastagem degradada: sem destruição da vegetação, com destruição parcial da vegetação, com destruição total da vegetação.
Recuperação direta sem destruição da vegetação
Este sistema é utilizado quando as causas principais da degradação são o manejo inadequado da pastagem e ou a deficiência de nutrientes. A pastagem deve estar bem formada, sem invasoras, sem solo descoberto e compactado, e sem erosão. Deve-se ajustar a lotação animal e o sistema de manejo para a produtividade desejada, objetivada a potencialidade do solo, clima e forrageira, e a recuperação feita com aplicação superficial e à lanço de adubos e corretivos, sem preparo do solo, com doses calculadas segundo análise química da fertilidade.
Recuperação direta com destruição parcial da vegetação
Este sistema é indicado quando as causas da degradação forem o manejo inadequado da pastagem, a deficiência de nutrientes, a compactação do solo, pastagens mal formadas, ou interesse de introdução de leguminosas. Inicialmente, pode-se aplicar um dessecante na pastagem, em doses que permitam o retorno da vegetação, para facilitar as operações mecânicas e a introdução de consórcios quando for o caso. Se houver compactação do solo utiliza-se um subsolador ou escarificador, com ou sem dessecação. Não havendo compactação pode-se utilizar o plantio direto com uma plantadeira apropriada. Em ambos os casos pode-se efetuar simultaneamente a adubação, ressemeadura de sementes da forrageira, introdução de leguminosas ou de forrageira anual como o milheto, para pastejo imediato e amortização dos custos até o retorno da pastagem recuperada.
Recuperação direta com destruição total da vegetação
É indicado quando a pastagem está no estádio mais avançado de degradação com baixa produtividade de forragem, solo descoberto, elevada ocorrência de espécies indesejáveis, anuais ou retorno da vegetação natural, grande quantidade de cupins e formigas, solo com baixa fertilidade e alta acidez, compactação e ou erosão do solo, e o produtor deseja manter a mesma espécie ou cultivar. Este é o sistema de recuperação de custos mais elevados, pois exige operações de máquinas para preparo total e de práticas de conservação do solo. É indicado para incorporar corretivos e fertilizantes de forma mais uniforme e profunda no perfil do solo. A mesma espécie forrageira é plantada imediatamente de forma solteira ou em consorciação com leguminosas.
Recuperação indireta com destruição total da vegetação e uso de pastagem anual ou agricultura
Este sistema pode ser utilizado quando a pastagem degradada estiver nas mesmas condições que o caso anterior, mas uma pastagem ou cultura anual será plantada como intermediária no processo de recuperação. Pode-se plantar imediatamente, após o preparo do solo, a mesma espécie forrageira, como reforço ao banco de sementes já existente, em plantio simultâneo ou não com pastagens anuais, como o milheto, aveia ou sorgo, ou com culturas anuais de arroz, milho ou sorgo, para amortização dos custos, valendo-se do pastejo animal temporário ou venda de grãos. O plantio solteiro de culturas anuais de soja, milho e outras também pode ser realizado, com a pastagem reimplantada ao final do ciclo das mesmas, no ano subsequente ou após dois ou três anos, dependendo da análise econômica da situação específica. Esse sistema possui muitas vantagens porque permite a elevação da fertilidade do solo com amortização parcial dos custos, quebra de ciclo de pragas, doenças e invasoras, otimização da mão-de-obra, máquinas, equipamentos e instalações, diversificação do sistema produtivo, maior fluxo de caixa para o produtor e criação de novos empregos. Exige, no entanto, maiores investimentos financeiros, infra-estrutura e conhecimento tecnológico.
Renovação direta
Este é o sistema, na maioria dos casos, de sucesso mais duvidoso pois tem como objetivo substituir uma espécie ou cultivar por outra forrageira sem utilizar uma cultura intermediária. Baseia-se, principalmente, em tratos mecânicos e químicos, com o uso de herbicidas, para o controle da espécie que se quer erradicar. A substituição de espécies do gênero Brachiaria por cultivares de Panicum, uma das mais almejadas, nem sempre é bem sucedida dado o elevado número de sementes existentes no solo. O gasto de sucessivas aplicações de herbicidas e tratos mecânicos podem encarecer sobremaneira o processo. A substituição de espécies como Andropogon e Panicum por espécies de Brachiaria, no entanto, oferece melhor possibilidade de êxito. Outra troca potencial é a substituição de espécies de Brachiaria por espécies de Cynodon.
Renovação indireta com uso de pastagem anual ou agricultura
Este sistema é recomendado quando o estádio de degradação da pastagem é bem avançado, com baixa produtividade de forragem, solo descoberto, elevada ocorrência de espécies indesejáveis, grande quantidade de cupins e formigas, solo com baixa fertilidade e alta acidez, compactação e ou erosão do solo, e o produtor deseja trocar de espécie ou cultivar. É de custo elevado, exige conhecimento tecnológico, infra-estrutura de máquinas, equipamentos, armazenagem, ou necessidade de parceiros e ou arrendamento. Pode ser executado com a utilização de pastagem anual de milheto, aveia, sorgo e outras, ou culturas anuais de soja, milho, arroz etc., no verão e pastagens anuais no outono/inverno, por tempo (anos ou ciclos) a ser determinado pelas circunstâncias econômicas locais e desejo do produtor. Após o cultivo sucessivo de pastagens anuais e lavouras, e controle da forrageira a ser substituída, implanta-se a nova espécie ou cultivar.
TECNOLOGIAS ASSOCIADAS À RECUPERAÇÃO
E RENOVAÇÃO DE PASTAGENS
Integração lavoura e pecuária na recuperação e renovação de pastagens
Este sistema pode ser aplicado nos casos em que lavouras e pastagens anuais são utilizadas como intermediárias na recuperação ou renovação de pastagens. Sistemas integrados de rotação de lavouras e pastagens têm-se mostrado eficientes na melhoria das propriedades químicas, físicas e biológicas do solo, quebra de ciclo de pragas e doenças, controle de invasoras, aproveitamento de subprodutos, pastejo de outono em pastagens anuais, melhorando e mantendo a produção animal e de grãos, com fluxo de caixa mais freqüente ao produtor, criando novos empregos, e melhor sustentabilidade da produção agropecuária.
Plantio direto de pastagem anual ou lavouras na recuperação e renovação de pastagens
Esta prática é recomendada, principalmente, para a manutenção da produção das pastagens, quando estas têm apenas perda de vigor ou ligeira queda na produtividade, ou em estádios bem iniciais de degradação, quando a fertilidade do solo, as propriedades físicas, a conservação do solo, a ocorrência de invasoras ou pragas não forem limitantes ao plantio de lavouras ou pastagens anuais em plantio direto.
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sábado, 20 de junho de 2009
BOI e Sal MINERAL
Para bovinos mantidos exclusivamente em pasto, a suplementação de minerais é feita, geralmente, em cochos, sempre cobertos, colocados em locais estratégicos do pasto e regularmente abastecidos. A mistura mineral deve estar sempre à disposição no cocho, pois o consumo, para ser efetivo na suplementação das exigências, tem de ser contínuo.
Um dos problemas relacionados com o fornecimento de misturas minerais à vontade nos cochos é que o consumo é variável e errático. O sal comum (NaCl), por ser palatável e bem aceito, é um importante veículo para ingestão de outros minerais, sendo então incorporado na proporção de 30% a 50% da mistura total.
No entanto, deve-se atentar para o fato de que o cloreto de sódio também limita o consumo do suplemento mineral: considera-se que em média o animal lambe o sal até satisfazer as necessidades de sódio, quando então perde o apetite pela mistura oferecida no cocho.
A quantidade de mistura mineral ingerida diariamente é o fator mais importante a ser considerado na suplementação de bovinos mantidos em pasto. As fazendas devem estabelecer um controle para estimativa de consumo médio diário, pois só assim será possível avaliar a suplementação.
Numa fase inicial, quando ainda não há controle de ingestão, pode-se tomar como base que os bovinos adultos de corte, geralmente, consomem de 20 g a 40 g de sal comum/dia e, com base nessa proposição, estima-se o consumo potencial, se o suplemento for misturado com sal.
Por exemplo, se um suplemento traz a recomendação de diluição de uma parte de sal comum para duas partes de suplemento, isto significa que a mistura teria 33,3% de sal e, portanto, para consumir 25 g de sal o bovino teria que ingerir 75 g da mistura total.
Com base nesse raciocínio, torna-se possível verificar que as diluições maiores do suplemento, visando à economia, podem ser prejudiciais, pois a quantidade de suplemento consumida seria reduzida. Deve-se ter sempre em mente que quanto maior o nível de sal na mistura menor o seu consumo.
As recomendações dos fabricantes de suplementos minerais devem ser sempre seguidas, mas torna-se também necessário o estabelecimento do controle da quantidade dos diferentes elementos minerais fornecidos pela mistura, para caracterizar o potencial de atendimento das exigências nutricionais dos bovinos.
Os suplementos minerais comerciais, já prontos para um tipo específico de categoria, nunca devem ser diluídos. Eles têm na embalagem o rótulo de garantia com a concentração dos elementos minerais (grama ou miligrama por quilo da mistura) e os ingredientes que compõem a mistura. Seria uma boa orientação para o pecuarista que consumo esperado do suplemento constasse também do rótulo.
Embora o consumo da mistura mineral varie com a fertilidade do solo, qualidade e manejo das pastagens, o pecuarista deve sempre ter o cuidado de controlar o fornecimento da mistura mineral, assegurando a qualidade da suplementação às exigências das categorias a serem suplementadas.
Postado por ASSAD CHEQUER às 02:27 0 comentários
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ASSAD CHEQUER, natural do Espírito Santo Zootecnista
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